No modo Idade auditiva, bipes sobem de 8 a 20 kHz e você aperta quando deixa de ouvir: aparece o som mais agudo que você ouviu e a idade em que isso é comum, o famoso “som que só jovens escutam”. No modo Por ouvido, cada ouvido escuta tons de 250 Hz a 16 kHz cada vez mais baixos, e sai um gráfico parecido com um audiograma.
É triagem, no espírito do hearWHO, o app de triagem auditiva da Organização Mundial da Saúde: mostra se algo merece atenção, não dá diagnóstico. Se o resultado sair fora do esperado, a ferramenta diz o quê e recomenda um fonoaudiólogo ou otorrino. Roda no navegador, sem cadastro.
Como usar
- Ponha o fone, de preferência com fio, num lugar silencioso e com o volume do aparelho baixo.
- Toque em Tocar tom de referência e ajuste o volume do aparelho até o bipe ficar baixo, mas claro. Depois não mexa mais.
- Idade auditiva: toque em Começar teste e aperte Não ouço mais quando os bipes sumirem.
- Por ouvido: confira os lados com Esquerdo e Direito e responda Ouvi ou Não ouvi a cada bipe. Às vezes não toca nada, de propósito.
Por que os agudos somem com a idade
A perda auditiva da idade começa pelos agudos, e cedo. Adolescentes costumam ouvir perto de 20 kHz; aos 30 anos é comum parar em 16 a 17 kHz; depois dos 50, em 12 a 14 kHz. Estudos de audiometria de altas frequências, como o de Rodríguez Valiente e colegas com 645 pessoas (2014), mostram essa queda por faixa etária, com muita variação individual. A tabela do resultado é uma aproximação, não uma régua.
Como ler o gráfico de cada ouvido
O audiograma clínico é feito em cabine, com fone calibrado. Aqui o fone não é calibrado: cada ponto diz quantos decibéis abaixo do tom de referência você ainda ouviu, e é normal 250 Hz e os agudos ficarem mais baixos. O que o teste mostra com alguma segurança é diferença: um ouvido bem pior que o outro, uma frequência sem resposta nem no volume máximo ou um vale em 4 kHz, padrão comum em quem se expõe a som alto. Nesses casos ele avisa.
Dicas
- Fone com fio é melhor: o Bluetooth atrasa o som, e ele e o alto-falante do celular costumam cortar acima de 15 a 17 kHz. Se o resultado mudar muito de um fone para outro, é o fone.
- No iPhone, desligue o modo silencioso: com ele ligado, o navegador não toca som.
- Ventilador, ar-condicionado e trânsito escondem os sons baixos, principalmente os graves.
- Depois de um show ou de horas de fone alto, a audição fica cansada; espere um dia para testar.
- Refaça outro dia com o mesmo fone e o mesmo volume: diferença que se repete vale mais que um resultado isolado.
Perguntas frequentes
Até quantos hertz o ouvido humano escuta?
De 20 Hz a 20 kHz na teoria, mas o limite de cima cai com a idade, e aos 50 anos é comum parar em 12 a 14 kHz. Para tocar uma frequência específica, use o gerador de frequência.
Qual é o som que só jovens escutam?
Um tom muito agudo, de uns 17 kHz para cima, às vezes chamado de “som do mosquito”. A maioria dos adolescentes ouve e boa parte dos adultos não.
O teste de audição online substitui a audiometria?
Não. A audiometria é feita por fonoaudiólogo, em cabine, com fone calibrado, e mede também a compreensão de fala. Zumbido, ouvido tapado ou dificuldade para entender conversas são motivo para consulta, seja qual for o resultado daqui.
Dá para fazer o teste de audição pelo celular?
Dá, com fone de ouvido. Pelo alto-falante não dá para separar os ouvidos, e ele quase não reproduz agudos acima de 15 kHz.
Sou jovem e não ouvi os agudos. É problema?
Quase sempre é o fone ou o volume: teste com outro fone com fio. Se mesmo assim não ouvir 8 kHz, ou se um ouvido ouvir bem menos que o outro, procure um fonoaudiólogo ou otorrino.
Um ouvido deu pior que o outro. E agora?
Diferença pequena pode ser o encaixe do fone. Diferença grande que se repete merece consulta, e perda de audição que aparece de repente num ouvido é urgência: procure um otorrino o quanto antes.