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Afinação do sax e dos sopros, nota por nota

Toque a escala segurando cada nota e veja no mapa quais notas escritas do seu instrumento saem altas (vermelho), baixas (azul) ou afinadas, com a média geral e o ajuste da boquilha.

O áudio é processado no seu aparelho e não é enviado a nenhum servidor. As notas aparecem como escritas na partitura do seu instrumento.

microfone desligado
ative o microfone e toque uma nota
—
 
 
 
Mapa de afinação

Toque numa nota do mapa para ver as medições dela.

—média (cents)
0/0medidas
—altas
—baixas

Toque as notas para montar o mapa.

 

 

Configurações

A extensão começa na mais comum de cada instrumento. Amplie para incluir as notas graves ou agudas que você toca.

Como usar
Ajuda e explicações
Em poucas palavras

Afinação do sax e dos sopros, nota por nota

Você afina o sax no Lá ou no Si♭ da banda, o afinador marca zero, e mesmo assim algumas notas saem altas e outras baixas. Isso é normal: todo instrumento de sopro tem suas tendências de afinação, notas que naturalmente puxam para cima ou para baixo por causa do desenho do tubo, dos furos e da forma como cada músico sopra. Este mapa mostra a afinação do sax, do clarinete, dos metais e das flautas nota por nota: você toca a escala segurando cada nota um ou dois segundos, e cada nota fica azul (baixa), verde (afinada, até ±5 cents) ou vermelha (alta).

Como usar

  1. Escolha o instrumento (a transposição já vem certa) e se quer medir todas as notas (cromática) ou só uma escala maior ou menor. Toque alguns minutos antes para aquecer o instrumento.
  2. Ative o microfone e deixe o celular ou o computador a um ou dois metros, de frente para você, longe de ventilador e de música.
  3. Toque cada nota com o som normal, na dinâmica em que você mais toca, e segure até a barra encher (uns 2 segundos). Não corrija com a boca olhando a tela: o mapa precisa da nota como ela sai naturalmente.
  4. Pare entre uma nota e outra. A nota com borda tracejada é a próxima sugerida, mas você pode tocar em qualquer ordem; tocar a mesma nota de novo soma uma medição e faz média.
  5. Leia o resumo: notas vermelhas tendem a subir, azuis tendem a descer. Toque numa nota do mapa para ver as medições dela. A última sessão de cada instrumento fica salva no aparelho.
Ajuda e explicações

As notas aparecem como você lê na partitura (a nota escrita): no sax alto, o Sol escrito é o Si♭ que soa. Cada nota pode ser medida várias vezes para fazer média, e o resumo diz quais notas tendem a subir ou a descer e se a boquilha (ou o barrilete, a bomba, a cabeça da flauta) deve ir para fora ou para dentro. O som é analisado no seu aparelho: nada é gravado nem enviado.

Como ler o mapa e o que fazer com ele

Olhe primeiro a média geral. Se quase todas as notas saem altas, o instrumento inteiro está curto demais: puxe a boquilha do sax um pouco para fora no tudel, o barrilete do clarinete, a cabeça da flauta ou a bomba geral dos metais, e meça de novo. Se quase todas saem baixas, empurre para dentro. O conselho só aparece quando pelo menos três de cada quatro notas vão para o mesmo lado, porque a boquilha muda todas as notas juntas.

Com a média perto de zero, sobram as notas que fogem do resto; marque Descontar a média geral para ver só essa diferença. Elas se corrigem tocando: abrindo ou firmando a embocadura, mudando a vogal e o apoio do ar, com digitações alternativas ou, nos metais, com a bomba do 1º ou do 3º pisto. Isso aparece mais em música lenta e acordes longos.

Tendências comuns de cada família

Saxofone: segundo a professora Shelley Jagow (Dansr/Vandoren), a maioria dos saxes tem o Dó♯5 do meio (todas as chaves abertas) baixo e o Ré5, o Mi♭5 e o Mi5 com a chave de oitava altos, assim como as notas das chaves de palma, de Ré6 a Fá6. Clarinete: o Lá3, o Mi5 e o Dó♯6, que saem do mesmo furo, costumam ser altos (Gregory Dufford, The Instrumentalist), e as notas da garganta, de Sol4 a Si♭4, também tendem a subir. Flauta: na terceira oitava, de Mi♭6 a Lá♭6 as notas tendem a sair altas, Si6 e Dó7 bem altos, e o Dó♯6 costuma ficar baixo (Bradley Garner, The Instrumentalist).

Oboé: as notas graves tendem a ficar baixas, a não ser bem piano, e as notas de meio furo e o Dó♯5, o Ré5 e o Mi♭5 tendem a ficar altos (Sarah Hamilton, Oboehelp); no fagote, as notas de meio furo (Fá♯3, Sol3 e Lá♭3) também costumam subir. Metais: as combinações de pistos 1-3 e 1-2-3 saem altas (o 1-2-3 chega a uns 28 cents, segundo o livro aberto Brass Techniques and Pedagogy), por isso o trompete tem a bomba móvel do 3º pisto para o Ré4 e o Dó♯4; as notas do 5º harmônico, como o Mi5 solto do trompete, saem uns 14 cents baixas, e o 7º harmônico, uns 31 cents baixo, é evitado. Na flauta doce, soprar mais forte sobe a nota e soprar mais fraco desce, então o mapa mostra muito do seu jeito de soprar.

Temperatura, aquecimento e o jeito de tocar

O ar dentro do instrumento muda a afinação: cada grau a mais sobe a nota em torno de 3 cents nos sopros, e nos metais mediu-se de 1,2 a 2,6 cents por grau. Por isso um sax frio sai baixo e vai subindo nos primeiros minutos. Toque notas longas por uns três minutos antes de medir, como recomenda a clarinetista Paula Corley, e meça sempre no mesmo lugar. A dinâmica também conta: a flauta sobe quando você toca forte e desce no piano, e o clarinete costuma fazer o contrário no registro grave.

O mapa é do conjunto instrumento + músico: a mesma flauta dá outro mapa com outra pessoa, e o mesmo sax muda com outra boquilha, palheta ou abraçadeira. Por isso ele mostra as notas que você precisa vigiar. Refaça a medição quando trocar de equipamento e compare. Se uma nota fica a mais de 30 cents mesmo com a média certa, pode ser sapatilha vazando ou chave regulada alta: mostre o mapa ao técnico.

Dicas

  • Meça com a mesma palheta e a mesma boquilha que você usa para tocar; uma palheta nova ou mole muda o mapa inteiro.
  • Toque sem vibrato e sem olhar para a tela enquanto segura a nota; corrigir com a boca esconde a tendência que você quer achar.
  • Passe pela escala duas ou três vezes: a média de várias medições por nota é bem mais confiável.
  • Depois, treine as notas vermelhas e azuis de ouvido com o bordão ou com o afinador cromático.

Perguntas frequentes

Meu sax está desafinado. O que fazer?

Primeiro aqueça o sax e afine uma nota de referência com a boquilha. Depois faça o mapa: se quase todas as notas saem altas ou baixas, o problema é a posição da boquilha; se só algumas fogem, são tendências do instrumento e da sua embocadura, que se corrigem tocando. Notas muito longe, acima de 30 cents, podem indicar vazamento: leve ao técnico.

Qual nota usar para afinar o sax?

Nas bandas, afina-se no Si♭ de concerto, que é o Sol escrito no sax alto e no barítono e o Dó escrito no sax soprano e no tenor. Nas orquestras, a referência é o Lá de concerto (Fá♯ escrito no alto, Si escrito no tenor). Depois de afinar essa nota, o mapa mostra como ficam as outras.

Por que as notas aparecem diferentes do afinador comum?

Porque o mapa mostra a nota escrita do instrumento escolhido. No sax alto, o Dó escrito soa Mi♭; um afinador cromático comum mostra Mi♭. A linha abaixo da nota grande mostra também o som real e a frequência.

Preciso tocar a escala cromática inteira?

Não. Escolha uma escala maior ou menor para medir só as notas dela, ou diminua a extensão em Configurações. O resumo geral aparece a partir de quatro notas medidas.

Quanto desvio é normal?

Até 5 cents fica verde e quase ninguém percebe. De 5 a 15 cents é comum em qualquer sopro e se corrige com a boca. Acima de 20 ou 30 cents, a nota pede digitação alternativa, bomba de afinação ou revisão.

O áudio é enviado para algum lugar?

Não. A detecção de altura roda no navegador, no seu aparelho; nada é gravado nem enviado. O mapa fica salvo só no seu navegador, e você pode compartilhar um link com o resumo se quiser.